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  • Máscaras, as que me habitam

    As seis máscaras de cerâmica da exposição «Máscaras que somos» no Museu da Cidade de Lisboa são autorretratos. Cada uma é uma das mulheres que tive de aprender a ser — e que continuam, em diferentes proporções, a habitar-me. Feitas em barro vermelho de Miranda do Corvo, com engobes, polimento e óxidos. Estas máscaras não escondem. Mostram.

    6000,00 €
  • Viúva Negra

    Sou filha da última geração que ainda cresceu na rua. Os meus pais acreditavam na liberdade com responsabilidade, e eu aprendi cedo a tomar conta de mim — e a perder-me nos prazeres da vida. Sempre vivi a minha sexualidade intensamente, a oscilar entre a “good girl” e a amante. Demorei a perceber uma coisa: o que eu procurava no outro era, afinal, uma validação de mim própria. No jogo da sedução, queria ser vista. Mas no sexo, queria desaparecer — fugir da responsabilidade que carregava no meu dia. Esta máscara é esse jogo. Aqui, o poder que tenho sobre o outro esconde o poder que o outro tem sobre mim. Devorar, para não ser devorada.

    560,00 €